Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Na Barca do Inferno

Gil Vicente

 

Vida

 

Guimarães Cidade BerçoAceita-se como data mais provável do seu nascimento o ano de 1465, e segundo Pires de Lima, o local mais provável do seu nascimento terá sido a cidade de Guimarães. Veio a falecer em 1536.

Sabe-se que casou com Branca Bezerra, de quem nasceram Gaspar Vicente (que morreu em 1519) e Belchior Vicente (nascido em 1505). Depois de enviuvar, casou com Melícia Rodrigues de quem teve Paula Vicente (1519-1576), Luís Vicente (que organizou a compilação das suas obras) e Valéria Borges.

Presume-se que tenha estudado em Salamanca.

 Em Lisboa, sua actividade principal foi escrever e representar autos nas cortes do rei D. Manuel e do rei D. João III.

 

“O Auto da Barca do Inferno”

 

  “ (…) As personagens criadas pelo génio vicentino são sobretudo tipos que ilustram os dramas, as aspirações e os vícios da sociedade da época: a alcoviteira, o clérigo, o fidalgo, o sapateiro, o bispo etc. Todos descritos com mordacidade pelo dramaturgo. Leitura obrigatória dos vestibulares Fuvest e Unicamp 2007, o Auto da Barca do Inferno, escrita em 1517. É uma das peças mais famosas do dramaturgo (..)”.

Obra

 

A sua obra vem no seguimento do teatro ibérico popular e religioso que já se fazia, ainda que de forma menos profunda. Os temas pastoris, presentes na escrita de Juan del Encina vão influenciar fortemente a sua primeira fase de produção teatral e permanecerão esporadicamente na sua obra posterior, de maior diversidade temática e sofistificação de meios. De facto, a sua obra tem uma vasta diversidade de formas: o auto pastoril, a alegoria religiosa, narrativas bíblicas, farsas episódicas e autos narrativos. O seu filho, Luís Vicente, na primeira compilação de todas as suas obras, classificou-as em autos e mistérios (de carácter sagrado e devocional) e em farsas, comédias e tragicomédias (de carácter profano). Contudo, qualquer classificação é redutora - de facto, basta pensar na Trilogia das Barcas para se verificar como elementos da farsa (as personagens que vão aparecendo, há pouco saídas deste mundo) se misturam com elementos alegóricos religiosos e místicos (o Bem e o Mal).

publicado por a_barca_vicentina às 17:18
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